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Dr. Roberto Battistella

Médico Oftalmologista da USP

Especializado em Neuro-Oftalmologia

CRM 75.459 • RQE 47.282

 

Informações e marcação de consultas

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NEURO-OFTALMOLOGIA

A superposição entre Oftalmologia e Neurologia.

Cuidado e estudo da parte neurológica da visão.

 

O QUE É NEUROFTALMOLOGIA?

 

Neuro-oftalmologia é a especialidade de “superposição” entre oftalmologia e neurologia. Oftalmologia tem a ver com salvar a visão, mas Neuro-Oftalmologia, às vezes, significa também salvar vidas. É considerada e ensinada como uma subespecialidade da Oftalmologia. Abrange todas as desordens que podem afetar as partes do cérebro dedicadas à visão.
Neuroftalmologistas se especializam em cuidar de pacientes com distúrbios visuais devidos a problemas neurológicos e doenças ou lesões nos nervos ópticos e estruturas responsáveis pelos movimentos dos olhos e função pupilar. Neuro-oftalmologistas tratam indivíduos com problemas de visão e movimento ocular resultantes de numerosos distúrbios neurológicos, como derrame, esclerose múltipla, trauma ou tumor, entre outros.
Neuroftalmologistas são frequentemente profissionais de centros médicos baseados em universidades. São comumente professores ativos em sua instituição acadêmica. Os primeiros quatro vencedores dos prestigiosos prêmios de ensino da Straatsma American Academy of Ophthalmology eram neuro-oftalmologistas.
No Brasil, a Neuro-Oftalmologia é uma subespecialidade da Oftalmologia e exige uma formação especializada que vai muito além do aprendizado adquirido na residência médica em Oftalmologia, demandando, depois desta, mais alguns anos de estudo e treinamento. Neuro-oftalmologistas completam os 9 anos de estudos, relativos aos 6 anos de Medicina acrescidos dos 3 anos de residência médica em Oftalmologia, e depois ainda precisam de mais alguns anos de complementação especializada para que possam mergulhar na prática neuro-oftalmológica com segurança. Outrossim, além de conhecer toda a Oftalmologia, o neuro-oftalmologista precisa também reunir conhecimentos das áreas de Neurologia, Neuro-Cirurgia, Endocrinologia, Neuro-Endocrinologia, Radiologia, Neuro-Radiologia, Infectologia, Reumatologia, Hematologia, Genética, entre outras. Portanto, o tempo e o esforço envolvidos e investidos para se tornar um neuro-oftalmologista são muito grandes.

PREPARAÇÃO PARA A AVALIAÇÃO NEURO-OFTALMOLÓGICA.

 

Quando o paciente é encaminhado para um neuro-oftalmologista, é importante que ele se prepare adequadamente para a consulta. Veja algumas dicas que podem ajudar a tornar a consulta mais eficaz e contribuir para o diagnóstico e tratamento:

 

1. O médico que fez o encaminhamento deve informar ao oftalmologista especialista em neuro-oftalmologia todo o histórico clínico do paciente. Para facilitar, ele pode elaborar um laudo de encaminhamento contendo todas as informações;

2. Leve à consulta todos os exames realizados, sejam de sangue, do líquor, de imagem (ressonância magnética, tomografia) e oftalmológicos (retinografia, OCT, campo visual e outros que tiver);

3. Caso possua os exames em CD/DVD, ou acesso digital aos seus exames e não se incomodar em passar ao médico, é sempre melhor;

4. Se possível, vá acompanhado para a consulta, pois a maioria dos exames exige que a pupila seja dilatada, o que deixa a visão embaçada. O efeito do colírio dura, em média, seis horas e não é aconselhável dirigir nesse período. Como a visão pode ficar mais sensível, leve também óculos escuros;

5. Informe ao neuro-oftalmologista todos os medicamentos em uso, incluindo dosagem e o tempo de uso;

6. Recomenda-se que se não use maquiagem sobre os olhos para que o médico possa examinar melhor as pálpebras.



O QUE ACONTECE DURANTE A AVALIAÇÃO? 

 

A avaliação neuro-oftalmológica é um exame geralmente mais demorado. Durante a avaliação neuro-oftalmológica o médico analisa detalhadamente a história clínica atual e pregressa do paciente, realiza um exame detalhado do sistema visual incluindo, além do exame oftalmológico comum, exames específicos da movimentação dos olhos, das pálpebras, das órbitas, das reações pupilares, do fundo de olho e do campo visual. Além disso, o médico analisa achados pregressos, informações de exames oftalmológicos prévios, exames laboratoriais e de neuroimagem. Durante a consulta, o especialista pode fazer um exame neurológico parcial para testar sua força, sensibilidade e coordenação. Finalizados os exames, o neuro-oftalmologista irá discutir o diagnóstico, exames adicionais e tratamento com o paciente.